Amassava a grama verde, ainda úmida, com meus pés descalços, podia senti-lá ainda gelada enquanto caminhava sob o sol das primeira horas do dia. Aquela imensidão verde era serena - quase monótona, se não fosse por uma única árvore fincada. Um céu que aos poucos passou de um tom quase violeta para um azul plácido, que agora brilhava imponete, quase competia com os raios do próprio sol. Bastava.
Havia um certo ardor, um calor, proveniente de mim. Não vinha dos outros, não dependia de alguém, só do ato do meu viver. Eu gerava vida, eu me fazia aquecer. Assim então sentia paz, uma serenidade. Somente neste estado é que poderia pensar em colocar algo mais no cenário sem desequilibrar-me, aí sim eu poderia aquecer-me em outro.
Agora estou assim, como a grama, que para quebrar a monotonia, colocou aquela árvore ali, mas sem correr riscos de com isso estragar sua harmonia.
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