quinta-feira, 10 de março de 2011

Fluidez

Não, não tenho medo da morte. Não, não tenho medo da vida. Eu tenho medo é de não viver ao tentar não morrer, e não morrer por me faltar do que. É esse limbo, morto-vivo, que me agonia. Se querem saber eu busco a morte diariamente, pois é buscando-a que se vive de fato. Achas autodestruição? Então o que buscas se não a morte? Com quantos nomes quiseres dar, buscar ou fugir, no fim dá no mesmo. No fim querer morrer ou viver tem a mesma beleza e o mesmo resultado. A vida em seu ápice alcança a saturação máxima e reverte-se a sua antítese, assim, morte: o milagre da vida.