terça-feira, 21 de dezembro de 2010
holofotes
Pessoas - elementos interessantes da vida, elas me fascinam. Algumas vezes por serem extremamente óbvias, previsíveis, e mesmo assim não entendíveis. Já outras exatamente pelo contrário, por não fazerem sentido algum, por andarem soltas pelo espaço e tempo, por me confundirem - e isso eu consigo entender. Pessoas enganam, fazem um jogo de luz e sombra como num balé. De quantas maneiras diferentes uma mesma pessoa existe? Uma para cada outra pessoa, no mínimo. Todos bailarinos dividindo um mesmo palco, porque, se a existencia é múltipla, a vida é uma só - o mesmo palco, a mesma variação nas luzes, o mesmo gigantesco cenário e o mesmo figurino, porém diferentes lugares na platéia e variadas pautas. Cada movimento desta dança gera sombras em diferentes direções e de aspectos completamente desiguais para cada um que a acompanha. Dezenas de bailarinos movendo-se incertamente sobre o palco sem uma coreografia - confusão, esbarrões e quedas, desse jeito desengonçado o espetáculo se forma, mas quando o vemos como um todo percebemos o mais gracioso e bem coreografado balé.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Respirar
Entrar, sair, entrar, sair, entrar, sair - é o movimento natural, a lei da vida biopisicosimbolicamente falando.
Presisamos deixar que entre tudo que tem fora o que presta o que não presta simplesmente colocamos pra dentro como em um profundo e continuo suspiro e as coisa vão se acumulando enchendo seu peito sua mente estufando são pessoas sentimentos idéias novidades sonhos inspirações e fica tudo ali comprimido em um pequeno espaço e as coisas continuam entrando CHEGA.
Soltamos, as coisas se vão - ar, pessoas, idéias. Temos espaço, fluidez, leveza.
Ai começamos a sentir um vazio e involuntariamente as coisas começas a nos encher sem controle sem nem pensarmos as coisas vão entrando novamente nos estufando até mesmo aquelas que juramos jamais rever estão ali ocupando um espaço imenso a e tudo fica apertado demais agoniante demais e mais coisas continuam a adentrar até que é impossível segurar CHEGA.
Expiramos, novamente um turbilhão sai de nós e a paz reina, é vazio. Mas é um vazio tão cheio de vida, tão expressivo, confortável.
Bom, logo precisamos deixar o ar entrar novamente, se não morreríamos, e tão logo precisamos renová-lo, e o ciclo só termina quando tudo também acaba. Assim também é com todo o resto que precisamos deixar que entre para que em algum momento soltemos em quentes baforadas. É assim porque estamos vivos, porque estufam e esvaziam, porque intercalam estas situações, o corpo, a mente, a vida. Por mais que tentemos não conseguimos segurar o ar no peito nem impedi-lo de entrar, é o movimento natural.
Presisamos deixar que entre tudo que tem fora o que presta o que não presta simplesmente colocamos pra dentro como em um profundo e continuo suspiro e as coisa vão se acumulando enchendo seu peito sua mente estufando são pessoas sentimentos idéias novidades sonhos inspirações e fica tudo ali comprimido em um pequeno espaço e as coisas continuam entrando CHEGA.
Soltamos, as coisas se vão - ar, pessoas, idéias. Temos espaço, fluidez, leveza.
Ai começamos a sentir um vazio e involuntariamente as coisas começas a nos encher sem controle sem nem pensarmos as coisas vão entrando novamente nos estufando até mesmo aquelas que juramos jamais rever estão ali ocupando um espaço imenso a e tudo fica apertado demais agoniante demais e mais coisas continuam a adentrar até que é impossível segurar CHEGA.
Expiramos, novamente um turbilhão sai de nós e a paz reina, é vazio. Mas é um vazio tão cheio de vida, tão expressivo, confortável.
Bom, logo precisamos deixar o ar entrar novamente, se não morreríamos, e tão logo precisamos renová-lo, e o ciclo só termina quando tudo também acaba. Assim também é com todo o resto que precisamos deixar que entre para que em algum momento soltemos em quentes baforadas. É assim porque estamos vivos, porque estufam e esvaziam, porque intercalam estas situações, o corpo, a mente, a vida. Por mais que tentemos não conseguimos segurar o ar no peito nem impedi-lo de entrar, é o movimento natural.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Oscilações abruptas
Essa coisa de equilíbrio é para poucos e bons. Até queria, mas não me incluiram nesta porção, na verdade me deixaram é bem longe dela. Aquela inconstante, de altos e baixos, de sonhadores incorrigíveis, dos que se atiram de cabeça, nesta que achei meu lugar. Pra gente, tem que ter drama pra valer a pena, tem que ter intensidade, a vida tem que ter contraste máximo. De tanto voar e cair já não sei mais onde é chão, já não sei mais onde é céu, já não tenho noção de altura - aquele abismo parece meio-fio e vice versa - noção te tempo então? Inútil. O que vale não são os segundos, são os suspiros. Licença, preciso gritar, preciso rir, preciso chorar, preciso cair e levantar, preciso fazer e voar, preciso viver antes de morrer.
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