domingo, 26 de setembro de 2010
respingos, sujeira, história
Olhei pra trás e vi, uma história? Quem diria que eu teria uma história? Não é nada demais, nada espetacular, porém é melhor que muitas que já li. Minha história é escrita por uma criança. Ela enfia suas mãos - de dedos gordos nojentos com unhas compridas e sujas que insiste em enfiar dentro do nariz para cutucar até quase alcançar seu cérebro - dentro de um bade cheio de tinta e suja paredes antes tão brancas, suja sem escrúpulos, sem pensar em nada, suja por onde ja havia pintado, mistura as cores. Mas a sua alegria é tirar das paredes o seu branco monumental, adora pintar onde as paredes eram intocadas. Ah criança, faz uma verdadeira lambança, joga tinta pra todos os lados, bagunça tudo, às vezes acerta até o trabalho daquelas crianças comportadas que pintam suas paredes de maneira correta com pincéis e tudo mais, coisa que ela não consegue fazer. Joga suas tintas com a inocencia que só uma criança pode ter; a inocência, não ha nada mais malicioso que isso, a mazela mais manipuladora da raça humana, bem típica de uma criança mal criada e sujona. E é assim que minha história se passa, uma criança suja fazendo arte, ninguém sabe aonde vai cair o proximo pingo de tinta.
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