E quando nos pegamos pensando no que já foi - ou nem chegou a ser.
Será que faz mal ou bem, retomar, reavaliar, re-entender, e continuar não achando sentido. Era certo que aquele era o fim, mas não foi dito, nem justificado, foi apenas vivido. Não que não tenham havido outros, mas aquele, pelo menos até agora, foi o único que pareceu definitivo, o único que não relutou a aceitar o fado de pôr um ponto final, e mesmo assim foi o mais belo. Deu todos os indícios de não estar disposto a voltar atrás, mas do alto de sua pose deu uma brexa, um erro infantil pra quem queria parecer sóbrio: o fim despediu-se do começo, e quem despede-se aguarda um reencontro. Parece que este fim tão austéro não queria ser o último, e talvez espere que outro mais medíocre algum dia assuma seu lugar. Mas se era isso que ele queria, ser só uma vírgula, pra que tanta pompa?
Pode ser que não seja nada, pode ser que seja realmente o último fim. Mas quem sabe algum dia o fim altivo reencontre enfim o começo.
Sabe-se lá quantos fins podemos ter.
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