quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Será que flamingos voam?
Os olhos vermelhos a boca roxa a lingua azul a poeira branca. Dois tudos e tres nadas, podia definir-se assim, um pouco de melancolia talvez. Se perdeu no vento aquela noite, mas a lua era linda. Era melhor ocupar a cabeça com muitas coisas, tempo ocioso lhe fazia pensar demais, e doía lá dentro fazer isso. Velhos amigos lhe pediam conselhos sobre coisas que ela entendia bulhufas, mas eles a julgavam detentora de tais conhecimento - só porque um dia pareceu chorar. Uma vazio, um vazio, um vazio, redemoinhos e pronto. Não tinha medo, planejou subornar a morte - com o que? ah, o que mais a morte poder querer alem da vida? Ou talvez devesse só esperar o carnaval, os hermanos disseram que todoas eles tem seu fim. Sabe qual é o fim do carnaval? uma melancólica quarta feira de cinzas, sem fantasias, sem musica, sem você, é meu carnaval se foi (sem problemas, ano que vem tem mais um). E nesse momentos as pessoas tentam entender suas palavras, e não conseguem, mas pensam que sim. Esse é o bom das palavras, cada um as entende como quer e as leva na vida como desejar, e faz delas verdade caso queira e dá de cara no muro quando se dá conta. Se ela voasse, poderia agora, não sei, se mandar pro céu e conversar com as estrelas, e quando cansasse deitaria no sorriso dourado para sonhar. Se quisesse voar mais longe podia escorregar nos anéis de saturno. É, mas não pode, não aqui pelo menos. Mas não porque não consiga, é que as pessoas iam achar estranho vê-la decolando e acenando da lua, mas se tivesse certeza de que não há ningém olhando ela partiria. Mas toda vez que pensa em decolar vôo alguém a chama de volta, na hora certa ele vai conseguir, e então, se prestar bem atenção, verá que é seu sorriso que ofusca as estrelas.
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