terça-feira, 21 de dezembro de 2010
holofotes
Pessoas - elementos interessantes da vida, elas me fascinam. Algumas vezes por serem extremamente óbvias, previsíveis, e mesmo assim não entendíveis. Já outras exatamente pelo contrário, por não fazerem sentido algum, por andarem soltas pelo espaço e tempo, por me confundirem - e isso eu consigo entender. Pessoas enganam, fazem um jogo de luz e sombra como num balé. De quantas maneiras diferentes uma mesma pessoa existe? Uma para cada outra pessoa, no mínimo. Todos bailarinos dividindo um mesmo palco, porque, se a existencia é múltipla, a vida é uma só - o mesmo palco, a mesma variação nas luzes, o mesmo gigantesco cenário e o mesmo figurino, porém diferentes lugares na platéia e variadas pautas. Cada movimento desta dança gera sombras em diferentes direções e de aspectos completamente desiguais para cada um que a acompanha. Dezenas de bailarinos movendo-se incertamente sobre o palco sem uma coreografia - confusão, esbarrões e quedas, desse jeito desengonçado o espetáculo se forma, mas quando o vemos como um todo percebemos o mais gracioso e bem coreografado balé.
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